terça-feira, 2 de junho de 2009

NOVAS POSTAGENS



OBSERVAÇÃO 1:
Não quero fazer uma mistura de gêneros nesse cantinho , originalmente, poético. Como meus alunos estão produzindo contos e crônicas por enquanto - e, por sinal, estou amando o resultado - vou criar mais um blog para publicar as produções desses aprendizes de escritores.
OBSERVAÇÃO 2:

BREVE PUBLICAREMOS O RESULTADO DE NOSSA EXCURSÃO (9º ANO A) PELOS CAMINHOS DRUMMONDIANOS - ITABIRA.
AGUARDEM!...

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Carinho recebido , carinho compartilhado!


Compartilho o carinho que acabo de receber de http://marietta-de-tudo-1-pouco.blogspot.com/2008/11/carinho.html ( amizade resultante da blogagem coletiva :HOJE É DIA DE CECÍLIA).
E continuo levando aos amigos advindos também dessa blogagem:

sábado, 8 de novembro de 2008

A HISTÓRIA DE CANTEIROS - FAGNER/CECÍLIA MEIRELES

Amo CANTEIROS na voz de Fágner.
Incentivada pela blogagem coletiva - HOJE É DIA DE CECÍLIA - fui atrás da verdadeira história dessa música/poema.
Ei-la:

Marcha

As ordens da madrugada
romperam por sobre os montes:
nosso caminho se alarga
sem campos verdes nem fontes.
Apenas o sol redondo
e alguma esmola de vento
quebram as formas do sono
com a idéia do movimento.

Vamos a passo e de longe;
entre nós dois anda o mundo,
com alguns mortos pelo fundo.
As aves trazem mentiras
de países sem sofrimento.
Por mais que alargue as pupilas,
mais minha dúvida aumento.

Também não pretendo nada
senão ir andando à toa,
como um número que se arma
e em seguida se esboroa,
- e cair no mesmo poço
de inércia e de esquecimento,
onde o fim do tempo soma
pedras, águas, pensamento.

Gosto da minha palavra
pelo sabor que lhe deste:
mesmo quando é linda, amarga
como qualquer fruto agreste.
Mesmo assim amarga, é tudo
que tenho, entre o sol e o vento:
meu vestido, minha música,
meu sonho e meu alimento.

Quando penso no teu rosto,
fecho os olhos de saudade;
tenho visto muita coisa,
menos a felicidade.
Soltam-se os meus dedos ristes,
dos sonhos claros que invento.
Nem aquilo que imagino
já me dá contentameno.

Como tudo sempre acaba,
oxalá seja bem cedo!
A esperança que falava
tem lábios brancos de medo.
O horizonte corta a vida
isento de tudo, isento...
Não há lágrima nem grito:
apenas consentimento.
Cecília Meireles
http://www.geocities.com/fedrasp/cecilia-meireles.html

Canteiros
(Fagner, baseado no poema "Marcha" de Cecília Meirelles Músicas incidentais : Na hora do almoço (Belchior), Águas de Março (Antonio C. Jobim)dos discos "Manera Frufru Manera" e "Ao Vivo - Duplo" )
Quando penso em você
Fecho os olhos de saudade
Tenho tido muita coisa
Menos a felicidade
Correm os meus dedos longos
Em versos tristes que invento
Nem aquilo a que me entrego
Já me dá contentamento
Pode ser até manhã
Cedo, claro, feito o dia
Mas nada do que me dizem me faz sentir alegria
Eu só queria ter do mato
Um gosto de framboesa
Pra correr entre os canteiros
E esconder minha tristeza
E eu ainda sou bem moço pra tanta tristeza ...
Deixemos de coisa, cuidemos da vida
Senão chega a morte
Ou coisa parecida
E nos arrasta moço
Sem ter visto a vida
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um toco sozinho ...
São as águas de março fechando o verão
É promessa de vida em nosso coração
(www.fagner.com.br)

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

BLOGAGEM COLETIVA - HOJE É DIA DE CECÍLIA

O VESTIDO DE LAURA
CECÍLIA MEIRELES



O vestido de Laura
É de três babados,
Todos bordados.

O primeiro, todinho,
Todinho de flores
De muitas cores.

No segundo, apenas
Borboletas voando,
Num fino bando.

O terceiro, estrelas,
Estrelas de renda
-talvez de lenda…

O vestido de Laura
Vamos ver agora,
Sem mais demora!

Que as estrelas passam,
Borboletas, flores
Perdem suas cores.

Se não formos depressa,
Acabou-se o vestido
Todo bordado e florido!



*************************************************************************************
Por que escolhi essa poesia?

LAURA é o nome de minha filha. Ah, a fonte de inspiração... é O VESTIDO DE LAURA - CECÍLIA MEIRELES.

Obrigada, Leonor!
Parabéns pela grande iniciativa!

sábado, 1 de novembro de 2008

HAICAIS DO 7º ANO A


NUVEM ENGRAVIDANDO
CHEGA SEU TEMPO
E CAI RENOVANDO A VIDA (José Rodrigo)

O SONHO DO DENTISTA
É O JACARÉ
PODER USAR APARELHO (Mateus)


SE AS CENTOPÉIAS
USASSEM SAPATOS
O SAPATEIRO SERIA MILIONÁRIO (Mateus)

MAIS HAICAIS


FÁBIO , GRANDE ARQUEIRO
COM PULOS EXUBERANTES
É UM BELO GOLEIRO (Lucas)



GUILHERME ARTILHEIRO E GOLEADOR
COM MUITO AMOR
VESTE A CAMISA DO CRUZEIRO (Lucas)



FALCÃO

FAZ MÁGICA
COM A BOLA NOS PÉS (Lucas)

MAIS HAICAIS


ÁREA DESMATADA
FLORESTA VIRANDO CARVÃO
NOSSA VIDA QUEIMADA E AMEAÇADA (Daniel)


OS BICHOS
ENTRARAM EM EXTINÇÃO
POR CAUSA DA POLUIÇÃO (Mariana)


ÁRVORE
É A FONTE
DO VIVER (Mariana)


MEDITAÇÃO
NUMA TARDE SERENA
PENSAMENTOS DISTANTES (Márcio)



IR OU NÃO IR
SE ALGUÉM VAI NA FRENTE
TOMO MINHA DECISÃO. (Carlos)

MAIS HAICAIS DO 7º ANO


TARDE DE AMOR
COM CARINHO EU ESCUTO
O CANTO DOS PASSARINHOS (Liliane)

(Noite Estrelada, Vincent Van Gogh)
NOITE DE LUAR
AS ESTRELAS COLOREM O CÉU
COM SUA COR DE MEL(Liliane)

O CÉU
ESTAVA LINDO
NUMA NOITE ESPECIAL (Samara)


ATRÁS DO HORIZONTE
VEJO O SOL SE PONDO
E O MUNDO TODO A GIRAR (Mateus)

O SOL
A TARDE SE PÕE
A ESPERA DA LUA NASCER (Mariana)


NOITE
A LUZ REFLETE AS CASAS
NA PRACINHA DA CIDADE (Larissa)



TEMPESTADE
VENTO A SOPRAR

E O FURACÃO COMEÇA ATACAR (Larissa)



O BARCO BALANÇA
PRÁ LÁ E PRÁ CÁ
E COMEÇA A AFUNDAR. (Larissa)

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

HAICAIS do 7º ANO

NO ROLO DE LINHA
MEU GATO
DORME UM SONINHO
(Raquel)

EXAUSTO DE BRINCAR
O GATINHO TODO ENROLADO
COCHILOU NO NOVELO DE LINHA
(Márcio)


Manacá (Tarsila do Amaral)

ÓLEO SOBRE TELA
ARTE BRASILEIRA
PLANTA NATIVA DO BRASIL (Evandro)

OLHA
DE UM JEITO OU DE OUTRO
A FLOR SOBE A MONTANHA (Carlos)

MANACÁ
CORES LINDAS
DE SE ENCANTAR (Liliane)

UMA FLOR
TÃO BONITINHA
TODA ROXINHA (Samara)

NO ALTO DA MONTANHA
A FLOR NASCE
NA JANELA DA MINHA CASA AMANHEÇO (Daniel)

PLANTA NATIVA
ENFEITA O VERDE DAS MATAS
DO INTERIOR DE MINAS GERAIS (Márcio)

terça-feira, 8 de julho de 2008

SELINHO DA AMIZADE

OBRIGADA, ANDREA GARCEZ (http://psicopedagogaandreagarcez.blogspot.com/) , pelo selinho da amizade que me enviou!
E repasso aos blogs :
http://aprenderemconstrucao.blogspot.com/
http://baudeideiasdaivanise.blogspot.com/
http://brincandoeducando2.blogspot.com/
http://tatiana-alfabetizacao.blogspot.com/
http://jacirinha.blogspot.com/
http://paixaodeeducar.blig.ig.com.br/
http://amagiadeaprender.blogspot.com/
http://abcdaproerika.blogspot.com/
http://leonorcordeiro.blogspot.com/
http://alfabetizacaoecia.blogspot.com/
http://artepedagogica.blogspot.com/
"Pegue o selo no Gospel Gifs http://gospel-gifs.zip.net , nomeie 10 blogs amigos e visite cada um deles avisando da nomeação. se vc foi nomeado por alguém, passe adiante e visite os outros nove blogs que foram nomeados junto com vc.Ao repassar a campanha, pode copiar o texto acima ou criar o seu próprio texto. O importante é não esquecer de avisar onde se encontra o selo e de nomear os seus 10 blogs amigos."
Um abraço, queridas!

terça-feira, 1 de julho de 2008

E O 5º ANO BRINCA COM AS PALAVRAS ...( ALITERAÇÃO)



COISAS -I


COISAS BONITAS:
bosque, borboleta, boneca
flor, floresta, família.

COISAS ALEGRES:
parque, praça, perfume
jardim, jogo, jabuticaba.

COISAS TRISTES:
violência, vandalismo, velhaco
solidão, separação, sofrimento

COISAS QUE FAZEM CHORAR:
morte, maldade, miséria
fome, ferido, frio.
(Júlia, Luana, Lucas)



COISAS - II

COISAS FEIAS:
roubar, rejeitar, responder
vaidoso, vagabundo, violência

COISAS DE RIR
palhaço, pirueta, piada
bicho, balão, boneco

COISAS DA IMAGINAÇÃO
lobisomem, lobo lendo, laranja azul
vampiro, voar, vaca de três pernas. (Gustavo, Raul, Jerfesson)

COISAS -III

COISAS BOAS:
sorvete, sorrir, sonhar
pão, picolé, passear

COISAS LINDAS:
borboleta, boneca, balão
estrela, enfeite, educação

COISAS FEIAS:
bruxa, barata, briga
desfazer, desrespeitar, discriminar

COISAS TRISTES:
morte, miséria, machucado
desabrigo, doença, dor. (Vitória, Laura Soares, Laura Morais)

COISAS - IV

COISAS BOAS:
cachorro, casa, carro
bombom, banana, bolo

COISAS DE RIR
papagaio, pião, palhaço
bola, boneca, balão. (Derkian, Jaqueline, André)

Olhas as quadras do 5º ano da tia Léia ! (Olimpíada de Língua Portuguesa)

Bem no alto da praça

Tem uma igreja matriz

Entro nela, rezo

E saio todo feliz.

(Gustavo, 10 anos)

Tem rio, tem verde, tem terra

E vira tudo um embaraço

Bem detrás daquela serra

Lá na serra do espinhaço.

(Gustavo, 10 anos)

Ao lado da minha escola

Cresceu uma árvore frondosa

Ela é muito formosa

Estou falando do ipê-rosa.

(Luana,10 anos)

Por detrás daquela serra

Corre um rio bem ligeiro

É o rio Santo Antônio

Nome de Santo casamenteiro.

(Júlia, 10 anos)

Ao lado de minha escola

Tem um ipê-rosa

Que da janela avisto

As suas flores formosas.

(Vitória, 10 anos)

Por detrás daquela serra

Passa o rio bem ligeiro

Pelas terras de Santo Antônio

Leva o nome do padroeiro.

(Vitória,10 anos)

Ao lado da minha escola

Tem uma árvore bem linda

Coberta de flores rosas

Ela fica toda colorida.

(Laura Morais, 10 anos)

Por detrás daquela serra

Passam águas bem limpas

Deixam lembranças bonitas

Pelas praias de minha terra.

(Laura Morais, 10 anos)

Por detrás daquela serra

O que será que tem lá?

Tem o rio Santo Antônio

Vindo ligeiro para cá.

(Laura soares, 10 anos)

Ao lado da minha escola

Tem uma árvore com flor rosa

Ela enfeita a natureza

Com toda sua beleza.

(Miquéias, 11 anos)

Ao lado da minha escola

Tem uma árvore frondosa

Da janela da minha sala

Vejo seus cachos rosas.

(André, 10 anos)

Bem no alto da praça

Tem uma igreja bela

Muito bonita, mesmo!

Tenho orgulho dela.

(Jaqueline,12 anos)

Por detrás daquela serra

Um rio vem descendo

Vem mostrando sua beleza

E muitas riquezas trazendo.

(Raul, 10 anos)

Por detrás daquela serra

Vem um rio imponente

Que desce as montanhas

Parecendo uma serpente.

(Vladimir, 10 anos)

Por detrás daquela serra

Vem um rio que serena

Passa dentro da cidade

Poluído, me dá pena.

(João Pedro, 12 anos)

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Rio de Minha Terra (II)


Na Serra do Espinhaço

Surge uma agüinha

Vem enchendo poços

Fazendo seu caminho.

(Quem diria...)

Aquela água fininha

Vem correndo

Descendo cachoeiras

Voando feito passarinho!

Cá embaixo é só surpresa

Água limpa sem impureza

(Oh, que beleza!)

Mas, na cidade dá tristeza

Aquela água sem igual

Vira alvo do esgoto e da poluição.

(Que decepção!)

Lucas – 7º ano A

ÁGUA e VIDA

Que barulho é esse?

Chuva caindo.

Que cheiro é esse?

É terra molhada.

Enxurrada escorrendo...

Que bonito!

O sol vem nascendo

E as plantas crescendo.

Oh! Que bonito!

Tudo é florido,

Fruta verdinha,

E a tarde fresquinha,

O sol entrando,

A noite chegando,

As estrelas brilhando

A lua alumiando

Barulho – cachoeira escorrendo...

(É a vida.)

José Rodrigo – 7º ano A

O rio de minha terra

É bonito de se ver

São lágrimas de sonhos

Nadando em prazer

Chuvas de encanto

Coloridas de bem-querer.

Higor – 7º ano A

RIO SANTO ANTÔNIO

Nasce na Serra do Espinhaço

Em Santo Antônio do Norte,

Desce serras, faz curvas,

Salta em lindas cachoeiras

Correnteza forte

Em pedras

Esculturas fazendo

E suas águas claras

Passam rápidas

Humildes

Deixam saudades

Não voltam mais...

(Mateus – 7º ANO A)

Rio de minha terra

Nasce na Serra

Desce em corredeiras

Formam cachoeiras

Descendo e crescendo

Com belas margens

Enfeita minha cidade.

Daniel – 7º ano A

RIO PRETO

Desce da Serra Cabeça de boi

Faz cachoeiras

E remansos depois

Recebe o Rio de Peixe

Na Barra Paulo Matos

Passa pelo Gordura

E pelo Rio Preto abaixo

Chega ao Porto

Que belas praias!

E em São Sebastião

Recebe seu esgoto

Mas, belo continua

E lá na Barra

Vai embora no Santo Antônio.

Samara – 7º ano A

quarta-feira, 4 de junho de 2008

CRIANDO QUADRAS


OFICINA 7 DO "POETAS DA ESCOLA"
Aproveitando o 5 de Junho - Dia do Meio Ambiente - colocamos como tema : RIO DE MINHA TERRA - e, eis o resultado:


O rio de minha terra
Atrai o meu olhar
É tanta beleza
Nem dá pra expressar!

(Liliane)

O rio de minha terra
Começa bem na serra
E me deixa encantada
Quando o avisto da estrada.
(Jéssica )


O rio de minha terra
Tem uma beleza especial
São lindas as cachoeiras
Principalmente a do Cristal.
(Maura )


Água é fonte de vida
Ela faz tudo nascer
Faz a árvore ficar verde
E a natureza florescer.
(Larissa )


Água cristalina da nascente
Como cristal transparente
Se eu beber e você também
Só nos vai fazer bem.
(Rafaela Lima )

Águas que descem a serra
Águas que vêm da chuva
Águas que saltam cachoeiras
Formam o rio de minha terra.
(Fabiana)

Rio de frutas e flores
Com gostos e amores
Você já viu as cores?
Que esplendores!
(Fabiana )


Lá do alto daquela serra
Na beleza da natureza
As águas escuras do rio
Descem até a minha terra.
(Rafaela Rodrigues )

O rio que aqui passa
Nasce lá no Espinhaço
É de rara beleza
Enfeitando a natureza.
(Adaiane )

Rio de minha terra
Escorre pela serra
Espalhando sua beleza
Bem longe...bem longe!
(Renilson Mateus )

Águas que descem a serra
Águas claras e limpas
Que banham minha cidade
Tornando-a mais bela.
(Daniel )

domingo, 1 de junho de 2008

OLIMPÍADA BRASILEIRA DE LÍNGUA PORTUGUESA


Vou postar os resultados deste trabalho que estou realizando com uma turma do 6º ano . São alunos com defasagens para a série e quase todos não têm uma perspectiva legal que ligue o estudo a seu futuro.

Abaixo transcrevo texto do site www.escrevendoofuturo.gov.br

Olimpíada, mais do que um concurso

Leia o texto e saiba mais sobre ações da Olimpíada na formação continuada de professores brasileiros.Patrícia Nunes
Autora:

Os números da Olimpíada

Os números revelam a dimensão da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro. São cerca de 4.500 municípios participantes, 52.700 escolas inscritas e 200.000 professores inscritos para levar seus alunos a produzir textos nas categorias, Poesia, Memórias e Artigo de opinião e a concorrer a interessantes prêmios.

Esses números demonstram que, em relação a 2006, quando aconteceu a terceira edição do Prêmio Escrevendo o Futuro, houve um grande crescimento na participação nacional. Para se ter uma idéia do salto quantitativo que o Programa teve, é só voltar aos números daquele ano: foram 2.757 municípios, 15.461 escolas e 33.449 professores participantes do então Prêmio Escrevendo o Futuro. Aliás, números também muito significativos.

Esse crescimento do programa foi favorecido pela parceria entre a Fundação Itaú Social, o Cenpec e o Ministério da Educação, o que elevou o Escrevendo, agora com o nome de Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro, à categoria de política pública de formação de professores para o ensino de língua materna.

O funcionamento da Olimpíada mostra que ela é mais do que um concurso que oferece premiações interessantes a escolas e professores inscritos. Além dos fascículos com seqüências didáticas para trabalhar os gêneros textuais da Olimpíada, o professor passa a receber, como parte da formação à distância, um almanaque com artigos sobre os conteúdos e propostas práticas para a sala de aula. Pode, também, participar da Comunidade Virtual onde tem oportunidade de completar sua formação com leitura e discussão de textos voltados para o ensino de língua e participar de cursos virtuais.

Como se vê, ainda que nem todos cheguem à premiação final, a partir da inscrição passam a fazer parte de um programa de formação para o ensino de língua materna, recebem materiais e podem trocar experiências com colegas de todo o Brasil por meio da Comunidade Virtual Escrevendo o Futuro.

Participar da Olimpíada é uma oportunidade de formação coletiva.

OLHA A RIMA!

Com esse grito de guerra, chegamos a sexta oficina: RIMANDO, com objetivos de: identificar e criar rimas .

Com 2 dúzias de coisinhas à-toa que deixam a gente feliz, de Otávio Roth, vejam que maravilha conseguimos :

21 coisinhas à-toa que deixam o 6º ano feliz...

DOCE DE MAMÃO
SENTAR NO FOGÃO
TUTU DE FEIJÃO

FRANGO NO ALMOÇO
CARINHO DO MOÇO
AULA DE REFORÇO

INHAME COM MELADO
LEITE QUEIMADO
UM LINDO BRONZEADO

TORTA DE MAÇÃ
GOSTO DE ROMÃ
BLUSA QUENTINHA DE LÃ

DOCE NA TIGELA
REZA NA CAPELA
COM LUZ DE VELA

PEDACINHO DE MELÃO
GOSTINHO DE PÃO
PÉ NO CHÃO

CHEIRO DE JASMIM
NOVELA NO FIM
E UM QUARTO SÓ PRA MIM!


DA REBELDIA À POESIA

ALUNOS QUE NÃO VÊEM NO ESTUDO NENHUM SENTIDO PARA SUA VIDA RURAL... QUE NENHUM ARGUMENTO LHES CONVENCE... E EIS A PRIMEIRA ATIVIDADE QUE OS EMPOLGOU - RIMAR . VEJAM O RESULTADO:

Um sorriso
no paraíso
que preciso
como uma luz
que me produz
em nome de Jesus
pregado na cruz.


sábado, 12 de janeiro de 2008

Janela Aberta

AS POESIAS QUE SEGUEM FORAM FEITAS DURANTE AS AULAS POR MEUS ALUNOS. MAS, O PROCESSO DE LER, RELER, CORTAR, TROCAR PALAVRAS FOI FEITO POR MIM, JUNTO COM CADA UM. (CONSIDERO-ME, POR ISSO, CO-AUTORA DE CADA UMA DELAS.)


Pela Janela

Abro a janela

e vejo como

minha cidade

é bonita

Não é preciso

ter olhos apurados

de artistas

para ver

a beleza

das montanhas

das árvores

das casas

das pessoas

desse lugar

a natureza

o céu azul

que se esconde

atrás

da luz intensa

do sol

e ver que

a beleza dessa cidade

ultrapassa o seu tamanho.


É BELO

É belo o canto dos pássaros

a voar nas montanhas,

o cheiro das plantas

nos jardins e nos quintais,

a brisa noturna,

a neblina friinha,

a água das nascentes

o breu da noite

me trazendo medo,

o som das águas do rio

na praia a tardezinha,

o cheiro do café torrando

na casa de minha vó,

o vento de manhãzinha

que esfria meu coração

a chuva de madrugada

que molha a terra

e acalma a minha vida,

tudo é belo na minha terra!









O rio Santo Antônio

Traz de cada lugar
Belezas e mistérios...

Às vezes leva tristezas...

Quem nele se banha

Leva o prazer e a saudade

Dos mergulhos relaxantes.

É lugar de liberdade!


AQUARELA DAS JANELAS ...



Em minha cidade

é preciso muito pouco

para se distrair.

Arranje uma boa janela

e voe em seu amanhecer.

Passarinhos a cantar,

a gente indo trabalhar,

o orvalho da manhã

nas plantas a cair

luzes abrindo-se em lençol...

Ao pôr-do-sol

as montanhas

misturando ao céu

verde laranja azul sombras

Assim é aquarela das janelas

de minha cidade.

HOSPITALIDADE

Uma mesa sempre posta

com café feito na hora

pão de queijo

saindo do forno

e aquele bolo...

Hum !!!

Que vontade que dá

Comer delícias

Lá da minha cidade do interior!


UM JEITO MUITO SEU

O povo de minha terra
tem um jeito muito seu.

As pessoas vão se juntando

“como quem num quer nada”

pra falar da vida,

pra falar de Deus,

pra falar do povo,

pra falar da rua,

pra falar dos políticos,

pra falar da festa,

pra falar do vizinho,

pra falar da Maria e do João.

Falam o tempo todo,

falam de tudo,falam de todos,

sabem de coisas que até Deus duvida.


OS CASARÕES DE SANTO ANTÔNIO

Ah! Os casarões de Santo Antônio

são antigos e belos.

Guardam histórias

e raízes de muitas gerações.


QUINTAIS

Quintais da minha cidade

tem gosto e tem cheiro...

No pomar reina a beleza

na imensidão dos arvoredos

com muita luz e calor.

As frutas dão o sabor

delícias naturais

cultivadas com amor.




JEITO DA NOSSA GENTE

__Como vai?

__Tudo bão.

__Chega pra cá.

Vamo tomá um cafezinho

com queijo e bolinho.

__Vamo ali?

__Chego lá já.

__Vem cá!

__Já lá vô.

__Põe pra enxugar.

__Vai divagarinho...

__Vai sô!

É o jeito mineirinho

é o jeito santantonense

é o jeito da nossa gente.





BELEZAS

O rio Santo Antônio

Tem belezas que encantam.

O verde imenso a margeá-lo

Traz a brisa e seu frescor.

Em suas profundezas

Vêem-se montanhas refletidas.

Lentamente correm as águas

Suave som em

Harmonia com a natureza.

Nasce na Serra do Espinhaço

Faz seu caminho

Traça sua história

Constrói suas curvas

Cria seu espaço.

Corre solto

Respira liberdade

Enche vales

Contorna montanhas

Corta cidades.

Vem do alto correndo

Com as pedras debatendo

Para em suas margens repousar.

Engole rios

Recebe nascentes

Precipita-se em cachoeiras

Reforça-se em correntes

Vai se curvando

Em meio à mata

Se contorcendo como serpente

Vem mostrando seu poder

De líder imponente

O belo Santo Antônio.

AS ÁGUAS RIO

A

B

A

I

X

O

Dentre as pedras

Descem as águas

Cidade abaixo

Em Santo Antônio do Rio Abaixo.

Beleza sem igual

Fazendo curvas

Entre as pedras

Em verdes margens

Vai indo o Rio Santo Antônio

Banhando cidades

Deixando encantos...

O rio Santo Antônio vem

Cortando a imensidão

Vales e colinas

Por entre pedras que encantam

E suas águas que cantam

Nas belas cascatas.



ALFABETO DO RIO SANTO ANTÔNIO

A – água é a riqueza da vida.

B – bebida natural se limpa for.

C - coração da nossa cidade.

D - diversão no verão.

E – equilíbrio do clima.

F - famoso pelas praias e cachoeiras.

G – gigante pela natureza.

H – herança divina.

I - imensa beleza.

J - jamais será poluído se o povo colaborar.

L - lugar de descanso da mente.

M – magia.

N - natureza viva.

O - orgulho do santantonense.

P - pedras grandiosas.

Q – quedas d’água a descer espigões.

R - respeito à desova dos peixes.

S - sossego das capivaras.

T - turismo.

U – um caminho dos bandeirantes.

V - vida!

X– xodó – o nosso xodó!

Z– zelo – é nosso dever!

IMAGINE

Represa chegando...

Cachoeiras sumindo

terras engolidas

pastagens desaparecendo...

Represa chegando...

e os moradores já idosos

acostumados a seu lugar

com o barulho do rio

com a pesca...

Indo para onde, meu Deus?

Não vão se acostumar!

Represa chegando...

Andirá se extinguindo...

(Você sabia que esse peixe só existe em nosso rio?)

Represa chegando...

A água não vai mais correr

e os peixes predadores

a festa vão fazer.

O Rio santo Antônio é a vida de seu povo!

Não quero ver a represa chegar.


Águas

Águas sem pressa

Águas depressa

Águas de vida

Águas vividas

Águas poluídas

Águas feridas

Águas águas águas

Águas que vão águas

Socorro!

LUGAR ENCANTADO

Tudo começa ao amanhecer.

O galo canta,

Homens e mulheres se levantam

Cada um procura o que fazer.

Homens vão roçar,

Moer cana ou tirar leite.

Mulheres para o fogão

Coam café, cuidam da horta,

Do leite fazem queijo,

Requeijão ou mussarela.

As crianças chupam cana

Também pescam e nadam

Nas águas limpas do ribeirão

Enquanto os pais trabalham.

E assim vão se divertindo.

É mais um dia que passa

Nos arredores da pequena cidade

Que parece um presépio.

As montanhas entreabertas

Recebe o sol se pondo

Os animais vão se recolhendo

A noite se expondo

E no céu as estrelas vão chegando.

FOGÃO DE LENHA

O fogão de lenha

Queima a lenha

Faz a brasa

Faz a comida

Deixa a cinza.

O fogão de lenha

Faz o doce

Faz o feijão

Faz o arroz

E o macarrão.

O fogão de lenha

Alimenta a vida

Esquenta a marmita

E os namorados

Bem apaixonados.

Fogão de lenha

Mantém a chama

Queima as dores

E seus dissabores

Acende os amores.

(RE)INAUGURAÇÃO

Com barro branco e agilidade

Aos poucos se renova o fogão

E depois de barreado

Está pronto para a função.

De manhã

Das cinzas saem as brasas

A fumacinha subindo

Um cheiro de café

Anuncia a hora de levantar

E inaugura-se o fogão

Com gosto e cheiro de roça.

CASAS

Casas e histórias

Casas de fazer

E renascer

Casas de memórias

Casas de felicidade

Enfeitam a minha cidade.

Casas com pomar

Mas agora não da pra rimar

Porque aqui não tem mar

Mas se você achar que sim

Com você não vou teimar.


LEMBRANÇAS

Que maravilha

Sentar às sombras

De imensos pés de manga

E lembrar dos tempos

Que éramos crianças!

De manhã

O vento frio

A incomodar.

Então o sol vem

E tudo parece esquentar.

Escondendo entre bananeiras

Subindo em árvores

Brincando na gangorra

Não vejo o tempo passar.

Devagarzinho eu vou

Com cuidado pra não me estrepar

E na vida vou pensando

Como é doce meu pomar

Que me faz ser criança outra vez!


Caminhos e trilhas

Praias e cachoeiras

Ipês e quaresmeiras

Caminhos de minha terra

Encantos de meu olhar!


Espelho a refletir

a beleza das matas.

Rio a gerar vida

Uma pedra

Uma cascata

Uma flor

Um amor

Pequenos detalhes

São os encantos dessas águas.

O rio

A praia

O verde

Os pássaros

As pessoas

A cidade

Tudo isso é ecossistema

Tudo é vida

Em torno do Rio Santo Antônio

O nosso lar.

MINHA CIDADE

Amo minha cidade,

suas plantas

com paisagem

com vida.

Amo minha cidade

sua tranqüilidade

sua liberdade

seus hábitos.

Amo minha cidade

por ser assim, como é.


Da janela dá para ver

O sol ao amanhecer

E a lua ao escurecer

Da janela dá para amar

O passarinho cantar

E a Joana passar

Da janela dá para sentir

A chuva mansinha

E o vôo da andorinha

Da janela dá para perceber

A fruta amadurecer

E o menino correr para comê-la

Tanta coisa assim

Na minha janela

Só para mim!



NA ROÇA

Não se vê mais fauna nem flora

Quando anoitece lá fora.

As casas vão dormir

E eu, sozinho, sem ter aonde ir.

Meu rumo é a varanda

Sinto a lua e as estrelas...

Para que companhia melhor?

Agora não me sinto mais só.




Um sonho...
Vida simples
Muito verde, ar puro.
Uma casinha, varanda.
Um rio, água pura
Leite in natura.
Cavalgar.

Viver.

PRESENTE DA KARLA BRASIL - http://lereescrevercerto.blogspot.com

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